quarta-feira, maio 26, 2010

E porque este é um tema essencial...

Não que eu gostasse que a ética desse dinheiro a alguém (para isso existem as margens e os fees). O que eu gostava era que isso não fosse um problema.ão conhecendo eu outra forma de o dizer que não seja assim, de chofre, tenho para mim que o grande problema da ética na publicidade é que, infelizmente para a ética, ela não dá dinheiro a ninguém. O que, pedindo desculpa por mais uma vez não encontrar outra forma de o dizer, é uma grande merda.

Isso e, de cada vez que consigo chegar a casa a horas decentes para jantar com a família e ver cinco minutos de televisão, não passar o tempo todo a achar que a quantidade de ideias, anúncios e campanhas copiadas de um outro lado qualquer que por cá se vão fazendo chegavam e sobravam para fazer corar de vergonha uma estrela de cinema porno*.

Reparem que, no fundo, no fundo, não se trata de uma preocupação desinteressada da minha parte. À partida dá-me igual que copiem (e senhores, se copiam). O problema é que me estragam a clientela, que começa a achar que criar consiste em abrir uma revista (ou um site, ou ligar a televisão num canal inglês ou americano) e escolher uma ideia como quem escolhe acolchoados a partir de um catálogo distribuído pelo correio. (não façam essa cara; já me aconteceu)

Porque para isso, em rigor, ninguém precisa de mim. E para que não fiquem a rir-se, para isso - com igual rigor - ninguém precisa de vocês tão-pouco.

Não me levem a mal (ou levem, se fizerem muita questão; pensando bem, também aqui me dá igual). Sei bem que esta questão da ética no acto da criação não é de todo pacífica e linear: a fronteira entre aquilo que é uma referência e aquilo que é apropriação de uma ideia é ténue, e ao limite tudo se resume ao critério de cada um. Mas como em tudo na vida, é preciso evoluir. Quero com isto dizer que é normal que, no princípio da vida de um criativo (a sua vida profissional, bem entendido), se façam mais coisas parecidas com outras, acreditando que não faz mal, que é mesmo assim que se cria e que estamos a usar as ideias dos outros apenas como referência. O que já não é normal é não haver alguém acima desse criativo (assim tipo, sei lá… ah, já sei, um director criativo) com critério para lhe explicar por A mais B por que razão não podemos nem devemos fazer as coisas assim, que é errado, que é cópia, que é feio, que é uma ideia de outra pessoa, agência, cliente e que não se podem usar assim as ideias dos outros (a propriedade intelectual tem que ser um direito fundamental e inquestionável se queremos viver e trabalhar todos juntos, senhoras e senhores).

“Mas se um cliente pedir eu digo o quê?” estarão por esta altura a perguntar os mais orientados a resultados a ver se eu não noto a pintarola com que estão a tentar sacudir a água do capote (nós, os publicitários, somos regra geral exímios a sacudir a água do capote, da camisola, das calças…).

A quem começaria por responder, de forma tão óbvia quanto curta “Não”. E a quem diria, logo de seguida, “mas essa, como já perceberam (e se há coisa que nós não somos é parvos), não é de todo a questão”.

Porque a questão, para quem ainda não tiver percebido, continua a ser a falta de vergonha (ou de critério - que difere na intencionalidade, mas não no mal que nos faz a todos) com que se cria (ou recria, mais concretamente) em Portugal. E como a ética no acto da criação não é uma coisa regulável, delimitável ou regularizável (como o é noutras áreas), a única coisa que, em boa verdade, se pode fazer é falar (ou escrever) sobre o assunto e pôr cada um de nós a pensar, nem que seja por um instante, sobre a coisa.

A pergunta pois que, em jeito de conclusão - e já que se deu ao trabalho de ler até aqui -, gostaria de lhe colocar é a seguinte: em que é que está a pensar neste preciso momento?

Por Tiago Viegas

Director criativo da brandia central



original: http://www.marketeer.pt/2010/05/21/da-etica/

sexta-feira, outubro 23, 2009

quarta-feira, outubro 21, 2009

segunda-feira, setembro 14, 2009

Men and women think differently

Let’s say a guy named Roger is attracted to a woman named Elaine. He asks her out to a movie: she accepts: they have a pretty good time. A few nights later he asks her out to dinner, and again, they enjoy themselves. They continue to see each other regularly, and after a while neither one of them is seeing anybody else.

And then, one evening when they’re driving home, a thought occurs to Elaine, and, without really thinking, she says it aloud: “Do you realize that, as of tonight, we’ve been seeing each other for exactly six months?” And then there is silence in the car.

To Elaine, it seems like a very loud silence. She thinks to herself:
Geez, I wonder if it bothers him that I said that. Maybe he’s been feeling confined by our relationship; maybe he thinks I’m trying to push him into some kind of obligation that he doesn’t want or isn’t sure of.

And Roger is thinking; Gosh, six months.



And Elaine is thinking: but hey, I’m not so sure I want this kind of relationship either. Sometimes I wish I had a little more space, so I’d have time to think about whether I really want us to keep going the way we are, moving steadily toward…. I mean, where are we going? Are we just going to keep seeing each other at this level of intimacy? Are we heading toward marriage? Toward children? Toward a lifetime together? Am I ready for that level of commitment? Do I really even know this person?

And Roger is thinking; So, that means it was….let’s see.. February when we started going out, which was right after I had the car at the dealer’s, which means.. let me check the odometer..Whoa! I am way overdue for an oil change here.

And Elaine is thinking: He’s upset. I can see it on his face. Maybe I’m reading this completely wrong. Maybe he wants more from our relationship, more intimacy, more commitment; maybe he has sensed, even before I sensed it, that I was feeling some reservations. Yes, I bet that’s it. That’s why he’s so reluctant to say anything about his own feelings. He’s afraid of being rejected.

And Roger is thinking: And I’m going to have them look at the transmission again. I don’t care what those morons say, it’s still not shifting right. And they better not try to blame it on the cold weather this time. What cold weather? It’s 87 degrees and this thing is shifting like a garbage truck, and I paid those incompetent thieves $600. ….

And Elaine is thinking: He’s angry. And I don’t blame him. I’d be angry too. I feel so guilty, putting him through this, but I can’t help the way I feel. I’m just not sure.

And Roger is thinking: They’ll probably say it’s only a 90-day warranty..scumballs.

And Elaine is thinking: Maybe I’m just too idealistic, waiting for a knight to come riding up on his white horse, when I’m sitting right next to a perfectly good person, a person I enjoy being with, a person I truly do care about, a person who seems to truly care about me. A person who is in pain because of my self-centered, schoolgirl romantic fantasy.

And Roger is thinking: Warranty? They want a warranty? I’ll give them a warranty. I’ll take their warranty and stick it right up their……



“Roger,” Elaine says aloud.

What? says Roger, startled.

Please don’t torture yourself like this, she says, here eyes beginning to brim with tears, “Maybe I should never have…Oh God, I feel so.. (she breaks down, sobbing.)

“What?” says Roger.

“I’m such a fool,” Elaine sobs. “I mean, I know there’s no knight. I really know that. It’s silly. There’s no knight, and there’s no horse.”

“There’s no horse?” says Roger.

“You think I’m a fool, don’t you?” Elaine says.

“No!” says Roger, glad to finally know the correct answer.

“It’s just that.. it’s that I.. I need some time,” Elaine says.

There is a 15-second pause while Roger, thinking as fast as he can, tries to come up with a safe response. Finally he comes up with one that he thinks might work.

“YES” HE SAYS.

Elaine, deeply moved, touches his hand. “Oh Roger, do you really feel that way?” she says.

“What way?” says Roger.

“That way about time,” says Elaine.

“Oh”, says Roger. “Yes.”

Elaine turns to face him and gazes deeply into his eyes, causing him to become very nervous about what she might say next, especially if it involves a horse. At last she speaks.

“Thank you Roger,” she says.

“Thank you” says Roger.

Then he takes her home, and she lies on her bed, a conflicted, tortured soul, and weeps until dawn.

When Roger gets back to his place, he opens a bag of Doritos, turn on the TV, and immediately becomes deeply involved in a rerun of a tennis match between two Czechoslovakians he never heard of. A tiny voice in the far recesses of his mind tells him something major was going on back there in the car, but he is pretty sure there is no way he would ever understand that, and so, he figures it’s better if he doesn’t think about it.

The next day Elaine will call her closest friend, or perhaps two of them, and they will talk about this situation for six straight hours. In painstaking detail, they will analyze everything she said and everything he said, going over it time and time again, exploring every word, expression, and gesture for nuances of meaning, considering every possible ramification. They will continue to discuss this subject, off and on, for weeks, maybe months, never reaching any definite conclusions, but never getting bored with it either.

Meanwhile, Roger, while playing racquetball one day with a mutual friend of his and Elaine’s will pause just before serving, frown, and say, “Norm, did Elaine ever own a horse?”

And that’s the difference between men and women.

segunda-feira, agosto 17, 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009

textos simulados

http://www.blindtextgenerator.com/


so faltava ter texto em português.... :)

quinta-feira, julho 30, 2009

Vivemos num mundo sujo

Paulo Nozolino . bone lonely

Desde 2001 que o fotógrafo Paulo Nozolino não expunha individualmente em Lisboa.
Regressa à Galeria Quadrado Azul com fotografias de série única. Até 7 de Março.

http://ipsilon.publico.pt/artes/entrevista.aspx?id=220494